Onde e como atrair investimento para sua empresa

27 July 2016
 

Onde e como atrair investimento para sua empresa

Você teve uma ideia e abriu um negócio. Para dar o pontapé inicial, sacou suas reservas e pediu ajuda a familiares. Agora, precisa de mais dinheiro para continuar a crescer e o crédito de um banco convencional está longe de atender à sua necessidade. Do microcrédito a investidores privados, o mercado traz algumas alternativas para injetar recursos financeiros e conhecimento especializado que ajudam a impulsionar empresas em diferentes estágios.

Para saber onde buscar e como abordar um potencial investidor, você precisa estar consciente da demanda do seu negócio e do perfil de investimento necessário para atendê-la. “É o desafio de como saber a hora certa de pedir dinheiro”, afirma Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora.

É preciso saber também a qual tipo de investimento recorrer em cada momento do seu negócio (veja a lista abaixo). E ter a atitude certa na hora de fazer a proposta ao investidor – seja ele um banco ou uma pessoa física.

Inovação e potencial de retorno do investimento são importantes, mas Camila Farani, idealizadora do MIA – Mulheres Investidoras Anjo, diz que perceber a motivação do empreendedor influencia a decisão de aposta do investidor. “Para empresas nascentes, conta muito a capacidade de execução do empreendedor. Seu histórico de sucessos e fracassos indica como ele se adapta aos desafios”, afirma.

Antes de procurar uma fonte de financiamento, é necessário ter clareza sobre quanto sua empresa precisa e qual a finalidade dos recursos. Para isso, a empreendedora deve elaborar um plano de negócios. Isso facilita também na hora de sentar frente à frente com o investidor para apresentar sua empresa e solicitar recursos.

Neste momento, é importante saber contar uma boa história. A narrativa precisa ser breve e objetiva, para ser apresentada em rodadas de negócios e encontros com investidores. Ana Fontes, criadora da Rede Mulher Empreendedora, ensina como fazer isso: “Prepare uma apresentação conhecida como pitch deck, mostrando o mercado, sua solução e porque a sua empresa é a melhor em relação à concorrência. Mostre números do seu negócio e, finalmente, quanto de dinheiro você precisa e para quê vai utilizá-lo”, diz.

Existem diversos eventos, assim como plataformas online, que ajudam a conectar quem tem dinheiro e quem precisa. Por isso a empreendedora deve estar preparada para apresentar sua empresa em qualquer oportunidade. “Você pode cruzar com um potencial investidor no elevador e tem um minuto para atrair a atenção dele”, diz Ana Fontes.

Investimento para cada etapa e tipo de negócio

Seed Capital (Capital Semente) – Investimento focado na fase inicial do negócio, fornece recursos para estruturação da empresa e auxílio na gestão. É mais comum para empresas de tecnologia, como o Fundo Criatec.

Microcrédito – Crédito de baixo valor voltado justamente para pequenos empreendedores. Ainda que seja uma modalidade disponível em grandes bancos, instituições especializadas em microcrédito facilitam o acesso de pequenas empresas ao recurso. Entre as vantagens, pagamento parcelado com taxas de juros mais baixas e orientação para uso do recurso, como o Banco Pérola, Banco da Família, Banco do Vale.

Investidor-anjo – Pessoas físicas, normalmente empresárias e empresários bem sucedidos, que se dispõem a investir recursos próprios em empresas nascentes. Além da ajuda financeira, oferecem mentoria para desenvolvimento de novas ideias, empresas inovadoras e protótipos de produtos. Os investidores-anjo se organizam em redes como MIA, Gávea Angels e Anjos do Brasil.

Crowdfunding (Financiamento Coletivo) – Investimento ou doação de pessoas e empresas dispostas a financiar coletivamente uma ideia, empresa ou produto. Diversas plataformas online permitem que qualquer pessoa possa capte recursos dessa maneira, como Kickstarter, Catarse, Kickante e Vakinha.

Venture Capital: startups que já começaram suas operações, tem perspectiva de um crescimento rápido e desenvolveram um bom plano de negócios, podem começar a fazer rodadas de investimento para captar recursos de capital de risco. Em contrapartida, uma parte das ações da empresa é adquirida pelos investidores, que muitas vezes passam também a ter controle sobre as operações.