Conheça Camila

15 June 2016

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Investimento, diversidade e inovação

"Ao se tornar empreendedora, a mulher se torna protagonista de sua própria vida"

Liderar negócios despertou em Camila Farani o interesse por investir em startups. Solitária em um meio dominado por homens, ao perceber o potencial de empresas idealizadas por mulheres, ela criou o grupo Mulheres Investidoras Anjo (MIA). Elas compartilham conhecimento e investem recursos para ajudar outras brasileiras a prosperar em negócios de tecnologia.

Nunca é cedo para começar

Tendo a mãe como uma figura forte e inspiradora desde criança, Camila Farani era adolescente quando entrou no mundo empreendedor. Aos 16 anos começou a trabalhar na tabacaria da família, no Rio de Janeiro, e teve oportunidade de conhecer a fundo o funcionamento de uma empresa. Tinha 20 anos quando sugeriu uma inovação para o negócio e os resultados a levaram a tornar-se sócia da mãe.

Camila formou-se em Direito e fez MBA em Marketing. Também abriu negócios na área de alimentação. Aos 23 anos comandava uma empresa e, aos 26, era dona de mais três. Ao ser convidada para assumir a direção de um projeto de alimentação saudável da Rede Mundo Verde, Camila passou a estudar sobre negócios, gestão e viabilidade econômica de projetos.

Quando saiu do comando do Mundo Verde, em 2012, Camila voltou-se para os próprios negócios e consolidou suas empresas no Grupo Boxx. A marca reúne suas empresas da área de alimentação para o público final e empresas, inclusive oferecendo consultoria. Interessada em aprender e oferecer o melhor de si, foi apresentada por um amigo ao universo dos investidores-anjo. Para entender sobre o ecossistema e poder atuar nele de forma relevante, fez cursos de especialização e empreendedorismo na Universidade de Stanford e no Babson College.

Investidora e modelo

“A principal dificuldade da mulher na hora de empreender é acreditar em si mesma”.

Camila prefere falar das conquistas, em vez das dificuldades que as mulheres enfrentam no campo profissional. Ela foi uma das primeiras mulheres a investir em startups no Brasil. Hoje, além de cofundadora do MIA, é presidente do Gávea Angels, um dos primeiros grupos brasileiros de investidores-anjo, com mais de 10 anos de atuação. “Acredito no valor da diversidade para o desenvolvimento de negócios inovadores”, afirma. “Minha missão é sensibilizar e capacitar mulheres para se tornarem investidoras-anjo. Boas investidoras estimulam boas empreendedoras”, completa.

Mais do que injetar recursos para dar vida a uma ideia, o investidor-anjo assume também o papel de mentor para o negócio. Para Camila Farani, é justamente nisso que reside a importância de ter mais mulheres investidoras – além de injetar recursos nas empresas, elas também servem de inspiração para as empreendedoras. Hoje as mulheres são menos de 1% dos investidores-anjo no Brasil.

Quanto mais alcance, melhor

O principal objetivo de Camila é fazer seu aprendizado reverberar para outras mulheres, que poderão investir em empreendimentos com gestão feminina. Por isso sempre dá palestras e workshops sobre gestão e liderança feminina para empresas e em eventos sobre negócios.

Camila faz o possível para compartilhar seu aprendizado cada vez mais. Entre viagens de negócios, apresentações e gestão de suas empresas, ela está escrevendo seu primeiro livro. Implacável, um guia para engajar mulheres, que deve ser lançado ainda em 2016 pela Altabooks, traz casos de sucesso, metodologias e ferramentas criadas por ela que podem ajudar novas e futuras empresárias. “O empreendedorismo é um meio, não um fim. Muitas mulheres podem fazer história quando assumem suas próprias rédeas”, afirma.

Saiba mais sobre o Mulheres Investidoras Anjo no Facebook.

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