Conheça Costanza

16 June 2016

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Vida dedicada à elegância

"Nunca gostei de nada convencional. Mergulho nas coisas que quero conhecer."

Considerada a maior referência em moda no Brasil, Costanza Pascolato acumula décadas de referência em estilo. Como consultora, colunista nas principais revistas femininas do país e usando a internet para inspirar outras mulheres, seu nome é sinônimo de inovação e bom gosto.

Educação e cultura

Costanza Pascolato nasceu em 1939, em uma família da aristocracia italiana na cidade de Siena. Junto com seus pais e irmão, desembarcou no Brasil em 1945, deixando para trás a Segunda Guerra Mundial. Recebida pelos Matarazzo, industriais ítalo-brasileiros, a família se estabeleceu em São Paulo, onde três anos depois fundou a tecelagem Santaconstancia, que se tornaria um império têxtil no país.

Crescer entre pessoas que valorizavam a educação e a cultura estimulou Costanza desde cedo a entender a diferença entre ser e parecer uma pessoa refinada. Adolescente, lia em português, italiano e francês, o que facilitou acesso a obras que o Vaticano havia colocado no Índice dos Livros Proibidos. “Era muito melhor que os livros tradicionais, uma abertura de fronteiras na minha cabeça”, diz. Aprendeu com a mãe a encantar convidados e conheceu a moda numa época elitista, em que as roupas eram inspiradas na alta costura.

Antenada nas mudanças culturais, ela divide sua trajetória em três etapas, marcadas por viradas pessoais e profissionais.

São Paulo e Nova York

Nos anos 60, vivendo entre São Paulo e Nova York, Costanza tinha o papel de relações públicas do seu primeiro marido, o banqueiro americano Robert Blocker. Casada aos 21 anos, era responsável pela agenda social do empresário e o ajudava a manter boas relações com parceiros de negócios. Ela promovia eventos e jantares que criavam ambiente para facilitar o contato entre Blocker, empresários e outros parceiros de negócios.

Nesse período, teve contato com mudanças sociais que tiveram grande impacto na produção de roupas e na forma de vestir. “Vi o surgimento do Pop como expressão cultural do fenômeno do consumo de massa. Vivi o nascimento da prêt-à-porter, que tornou a moda acessível e industrial”, conta.

No início da década de 1970, Costanza apaixonou-se por Giulio Cattaneo della Volta, o que motivou o fim do primeiro casamento. “Meu pai ficou bravíssimo, então fui deserdada”, conta. “Tive de procurar emprego e, com a minha cara de dondoca, ninguém achava que eu era capaz de fazer nada”. Pediu ajuda a diversos amigos, até conseguir trabalho como produtora de decoração na revista CLAUDIA, da editora Abril.

Revistas Femininas

“No começo, não fui bem recebida na redação. Como fui trabalhar com Comunicação, algo que amava, corri atrás do que precisava aprender”, diz. “Trabalhava dez vezes mais, para mostrar que era capaz e também estava ali para me sustentar. Cheguei a fazer vinte edições por ano”. Era o início da segunda etapa em sua diversa trajetória.

A passagem para o mundo fashion ocorreu de forma natural, resultado de seu interesse e senso estético apurado. Ainda na Editora Abril, Costanza tornou-se consultora e por 20 anos acompanhou semanas de moda na França, Itália e Inglaterra. Virou uma autoridade no assunto, trabalhou como colunista no jornal Folha de S.Paulo e na revista Vogue, e lançou quatro livros sobre moda e estilo.

“A indústria da moda hoje tem roupa demais e o luxo não é mais algo raro. A escolha é que define o estilo e reflete a emancipação da mulher”.

Em 1989, com a morte do pai, deixou as revistas para assumir a tecelagem da família ao lado do irmão. Sua figura pública contribuiu para tornar a Santaconstancia fornecedora de tecidos para alguns dos maiores estilistas brasileiros.

Costanza 2.0

A terceira etapa de sua trajetória é marcada pela descoberta da paixão pela tecnologia e pela internet, no fim dos anos 1990. Quase dez anos após a morte de Giulio, Costanza casou-se com o produtor musical Nelson Mota, que vivia em Nova York. A internet ajudava a se comunicar com o marido e logo tornou-se grande aliada de seu trabalho. “É uma fonte de pesquisa praticamente infinita e o conteúdo é você quem faz. Isso mudou tudo de forma radical”, afirma.

Desde 2013, Costanza mantém um site onde reúne suas opiniões sobre o mundo contemporâneo e notícias sobre moda. Viagens para acompanhar desfiles, referências sobre alta costura e fast fashion, tendências no mercado têxtil e o universo pop alimentam seu conhecimento. Seu compromisso é traduzir isso em informação e dicas práticas para leitores que buscam elegância e estilo próprios.

O Instagram é outra plataforma querida por Costanza. Nele, a consultora publica imagens para inspirar looks e ambientes, e registra o que lhe chama atenção nos eventos de moda.

Ainda que se considere uma pessoa de sorte, Costanza admite que tem uma porção de coragem. É uma mulher que passou por dificuldades nos negócios, superou duas vezes o câncer e uma depressão profunda – dores que associa à perda do segundo marido e da mãe. Atravessar momentos difíceis como esses faz com que ela leve a vida com bom humor.

Hoje, com uma atitude positiva com relação ao avanço da idade, Costanza não esconde os 76 anos, continua trabalhando e sente-se feliz por ser mãe e avó. Seu sorriso e suas tiradas bem-humoradas podem ser vistas em aparições que vão de revistas de celebridades ao sofá-chat-show Costanza & Marilu na internet.

Saiba mais sobre a Costanza no seu Facebook , no Facebook do Costanza & Marilu e no Instagram.

Fotos: Dejumatos

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