Zeuda Rebouças
Fortaleza

Conheça Zeuda

Transformando arte em negócios
Zeuda Rebouças
Fortaleza
Criar nossa empresa por meio do Facebook mudou praticamente tudo na nossa vida. Hoje ela é a principal fonte de renda da família

Com um talento especial para criar peças artesanais, Zeuda Rebouças, de 57 anos, costurava por prazer. Em 2013, com a criação de um enxoval, a filha Sabrina enxergou a oportunidade da mãe abrir um negócio. Nascia assim o Ateliê de Arte Zeuda Rebouças, que hoje conta com 15 colaboradores e já exportou para vários países.

Prazer em ser reconhecida

Zeuda era empresária e trabalhava no negócio da família junto com seu marido, uma loja de materiais de construção em Russas, interior do Ceará. Quando a família se mudou para Fortaleza, ela passou a ser dona de casa. Sabrina estudava direito, mas estava atenta ao potencial artístico da mãe, que costurava faixas de cabelo e calcinhas infantis para passar o tempo. “Quando tive a ideia dos vestidos ela disse que eu estava louca”, conta a filha, que deixou a carreira como advogada de lado para ajudar Zeuda com a estratégia digital do negócio. Ela é a responsável pela criação e o atendimento da Página da empresa no Facebook, onde a venda dos vestidos começou.

Com a criação da loja online, o faturamento de Zeuda cresceu 10 vezes entre 2015 e 2016. O ateliê conquistou clientes em todos os estados do país. O reconhecimento internacional veio quando passou a exportar peças para os Estados Unidos, além de Suíça, Espanha e Portugal. Recentemente, Zeuda confeccionou coleções para uma marca recém-criada na Irlanda.

“Há pouco tempo um holandês veio pessoalmente conversar com a minha mãe e parabenizar pelo trabalho. É um tipo de reconhecimento que ela não tinha com as funções domésticas. “

Encontrando autonomia

“Antes dependíamos do meu pai e do meu irmão, que é advogado. Agora meu pai pensa em deixar o emprego e minha mãe também tem mais liberdade”, conta Sabrina. Como forma de compartilhar o sucesso, Zeuda tem prazer em contar a própria história e sempre responde e-mails de outras costureiras na região que desejam empreender e buscam inspiração em suas peças. A família acredita que é preciso perder o medo de não dar certo e encorajar quando não existe ânimo.

O futuro do ateliê está nas mãos de Zeuda. Mas a proposta é que ela fique com cada vez menos trabalho e mais supervisão criativa. A ideia é empoderar mulheres da comunidade. Atualmente 14 colaboradoras, entre costureiras e bordadeiras, tiram o sustento da loja ajudando na produção dos vestidos. Contratadas como autônomas e com uma relação próxima aos empreendedores, as rendeiras são as responsáveis por dar vida às ideias de Zeuda, ao mesmo tempo que conseguem contribuir com o crescimento da própria família.

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