Neon Cunha

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Neon Cunha
Somos infinitas. Haverão novas gerações de mulheres e precisamos lutar por elas.

“Que vidas importam para nós?”. A publicitária e designer Neon Cunha diz que gosta de levantar essa reflexão para explicar o seu trabalho como ativista. Mulher, negra, transgênera e filha de empregada doméstica, Neon é um exemplo de como se fazer limonadas dos limões amargos que a sociedade dá a pessoas consideradas minorias.

Em 2016, Neon batalhou por seus direitos e direcionou sua tradicional pergunta – “que vidas importam para nós?” – à Justiça brasileira. Neon pediu que lhe fosse concedido o direito de oficializar a mudança de gênero em seus documentos, com o impactante pedido de morte assistida caso o direito fosse negado. Ela foi atendida pela Justiça, e realizou uma grande mudança pessoal e cultural.

Para Neon, essa naturalidade de olhar a necessidade do outro para além de suas próprias necessidades é o que define o espírito empreendedor. “O que tenho em comum com as pessoas que estão empreendendo é a vontade de transformar sonhos em possibilidades. Precisamos de mais pessoas que sonham com um mundo melhor”, diz.

Neon não é dona de negócio e nem se considera empreendedora no sentido tradicional do termo, mas manteve seu espírito empreendedor aceso por todos esses anos e, por meio dessa chama, encontra tempo e disposição para ser, além de funcionária pública, uma ativista independente, como ela mesma define.

Paralelamente à sua atuação na gestão pública, Neon educa, acolhe e protege pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e social. “O empreendedorismo está como uma solução para exclusão social e subalternas, com ações afirmativas que provocam discussões no mercado. Eu tomo o mesmo rumo, mas dentro de movimentos, para provocar as pessoas para a mudança”, explica.

Neon não tem uma sede fixa, tampouco uma equipe. Seu único instrumento de trabalho e comunicação é o Facebook. É por meio da plataforma que ela encontra parcerias e contatos que a ajudam a seguir no seu ativismo independente: “é um instrumento que potencializa as minhas lutas”, define.

Ela explica ainda porque enxerga suas ações de ativismo de maneira a beneficiar não só a ela, como outras pessoas. “Eu tenho certeza que a gente não tem total conhecimento do passado e a menor certeza do futuro. Mas o que nos permeia é o fato de que nós somos infinitas. Haverão novas gerações de mulheres e precisamos lutar por elas”, declara a publicitária.

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