Planejamento financeiro é a chave para quem deseja largar o emprego formal e empreender

Planejamento financeiro é a chave para quem deseja largar o emprego formal e empreender

Planejamento financeiro é a chave para quem deseja largar o emprego formal e empreender
A questão financeira também é central: no mercado corporativo, a desigualdade salarial é um fato. Ao empreender, não existe esta diferença, e o potencial de ganhos é maior

Existe uma hora certa para largar o emprego para se dedicar integralmente ao negócio? Esta é uma pergunta comum na vida de muitas mulheres que ainda se dividem entre trabalho fixo e negócio próprio. Não existe uma resposta universal, válida para a realidade de todas, mas existem diferentes formas de chegar mais perto deste sonho. Esta matéria marca o início de uma série que nos ajudará a compreender as variáveis que fazem parte desta decisão e quais as melhores formas de iniciar uma jornada para a independência profissional das empreendedoras.

Para a criadora do site Finanças Femininas, as longas jornadas e desvalorização no mercado de trabalho são grandes incentivos para que mulheres decidam iniciar um novo negócio: “Muitas mulheres têm dificuldade de conciliar os cuidados com as famílias e os seus empregos – especialmente se a empresa onde trabalha não oferece benefícios como flexibilidade de horários ou a possibilidade de trabalhar em home office”. Não é a toa que, seja empreendendo ou seja no emprego fixo, as mulheres têm uma jornada de trabalho muito maior que os homens – 72% a mais, segundo relatório de 2018 do IBGE.

Ganhando menos e trabalhando mais, muitas mulheres acabam se dividindo, mais uma vez, na hora de empreender. Muitas permanecem no emprego fixo pela estabilidade, como conta a professora de moda e artesanato, Kiri Miyazaki: “Eu sempre empreendi enquanto trabalhava. Eu tinha uma certa insegurança. Achava que não ia dar conta das obrigações de uma empresa e que não conseguiria levar a vida assim”.

Para Kiri, o divisor de águas para largar o trabalho formal, foi a saúde. “Eu pifei. Meu corpo parou. Nesse tempo adoentada, refleti bastante sobre minha vida e porque eu não abria mão do emprego”. Dessa forma, Kiri aprendeu também sobre como funciona sua inspiração e criatividade. Começou a criar sua própria rotina e horários e, é claro, trabalhar por conta própria.

Já para publicitária Daniela Trindade, a questão do dinheiro foi o principal motivo da mudança de uma agência de comunicação para a vida como freelancer. “Eu trabalhava oito horas ou mais para entregar trabalhos para o mesmo cliente e hoje, de casa, eu aproveito melhor as minhas horas e dou conta de cinco clientes”, conta.

Para Carolina, não se pode ignorar o fato de que as mulheres estão em busca da compensação financeira que merecem. “A questão financeira também é central: no mercado corporativo, a desigualdade salarial é um fato (em média, os salários das mulheres são 28% inferiores do que os dos homens). Ao empreender, não existe esta diferença, e o potencial de ganhos é maior”. diz.

A jornalista financeira observa que as mulheres têm motivos e tempos diferentes para tomar a grande atitude de “largar tudo para empreender”: “Esta é uma questão muito individual. Algumas mulheres decidem empreender por opção, ao identificar uma oportunidade de negócio. Também existem aquelas que empreendem por necessidade. Mas muitas empreendedoras iniciam seus negócios em paralelo com seus trabalhos, para minimizar o risco financeiro”, analisa Carolina.

E neste quesito, Daniela e Kiri têm muito em comum: as duas fizeram mais de um ano de planejamento para se dedicar aos negócios – o que, para Carolina, é o melhor caminho a se tomar. “Quem deseja empreender deve montar um plano de negócios e garantir que tem dinheiro tanto para o investimento inicial na empresa quanto para bancar os gastos pessoais até o negócio decolar. Fazer este planejamento prévio é essencial e, muitas vezes, determinante no sucesso do negócio”, aconselha.

 

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