Você sabe o que é netweaving?

Você sabe o que é netweaving?

Mariana Bicalho
Você sabe o que é netweaving?
Quando você procura criar valor para os outros, você deixa um rastro positivo no mundo e o efeito cascata é inimaginável

Há um tempo fui em um evento e ouvi uma palestra sobre netweaving. À medida que eu ia ouvindo, aquela fala ia me envolvendo e eu pensava: “nossa… Mas eu faço isso!”.

E tenho certeza que muitas de vocês ao lerem o que escrevo, terão essa mesma sensação. E isso me deixa muito feliz, pois mostra que estamos caminhando para um mundo que faz muito mais sentido pra mim. Na contramão do que muita gente acredita em razão de padrões e relações superficiais impostos pelas redes sociais. Na contramão da cultura do “vale tudo por um like”, de pessoas passando por cima de valores básicos em troca de um engajamento que não é real.

Estamos caminhando para um mundo onde o que importa são as relações autênticas, as conexões verdadeiras, a construção da confiança, a chance de sermos nós mesmos; humanos e vulneráveis e, consequentemente, corajosos. E eu considero a internet e as redes sociais aliados importantíssimos para a realização desse mundo (dos negócios) mais humano e com mais sentido.

Por isso que quando ouço falar sobre relacionamentos construídos a partir de conexão, a partir do que faz sentido para os nossos valores, meu coração se alegra.

Mas afinal, o que é netweaving?

As pessoas falam que o netweaving é uma evolução do networking. Para mim, o netweaving é o networking com propósito, com humanização.

O termo e o conceito de Netweaving foram criados pelo consultor americano Bob Littell, em 2003, quando publicou o livro “The Heart and Art of NetWeaving”.

No netweaving não existe o interesse em obter benefício próprio. As relações são construídas com base em afinidades e confiança. São conexões reais e autênticas, com total desapego em resultados imediatos. Preza-se pela escuta, por um elo mais profundo, no qual temos a oportunidade de realmente conhecer o outro e entender suas necessidades. A partir daí, nasce uma relação genuína e, consequentemente, a vontade de ajudar.

Colaboração e compartilhamento são palavras de ordem por aqui. As pessoas se conectam, porque realmente se encantam com o que o outro faz. Acham um projeto interessante, uma ideia legal e sentem vontade de contar para os outros, de indicar, de recomendar, de fazer pontes. E, naturalmente, essas pontes que você criou ou ajudou a criar, começam a gerar frutos, dar resultados e isso é extremamente gratificante.

Construindo relações assim, despretensiosas e verdadeiras, nossa rede cresce com mais força e mais sentido e fica fácil visualizar as necessidades do outro e quem pode supri-las. Esse comportamento gera negócios de forma orgânica, pois é criada uma rede de relacionamentos verdadeiros, a partir de atos espontâneos em que há reciprocidade.

Os netweavers naturalmente acreditam que o que doamos sempre volta. Aqui existe o princípio do Pay it Forward”, que nada mais é do que passar adiante o bem que fizeram a você. Com esse princípio permeando o netweaving, conseguimos criar uma grande rede de conexão, confiança e geração de negócios para todos. Ou seja, à medida que você ajuda os outros, mais pessoas se tornam parte da sua rede de confiança e isso naturalmente se converte em maiores oportunidades pra você. “Coisas boas acontecem para pessoas que fazem coisas boas acontecerem”.

E as relações dentro das comunidades são muito pautadas no que o netweaving propõe, nessa tendência de humanização, de se falar a língua das emoções, de construção da confiança e de querer ajudar. A cada conteúdo que consumo sobre liderança e sobre comunidades, entendo que essa humanização das relações em geral é uma grande tendência.

Outro dia, tive o privilégio de assistir uma aula do professor de Harvard, Marshall Ganz, e uma frase que ele falou tocou fundo em mim: “precisamos aprender a falar a língua das emoções”.

Hoje, toda minha energia está depositada na liderança de comunidade e na construção de redes saudáveis. E, analisando todo esse movimento, eu só consigo pensar no que acontece todos os dias dentro de comunidades engajadas e saudáveis, é algo poderoso e transformador.

Por fim, quero dizer que netweaving é postura, é mentalidade, tem a ver com valores. Deve ser algo de dentro pra fora, autêntico e genuíno e que realmente faça sentido.

“Quando você procura criar valor para os outros, você deixa um rastro positivo no mundo e o efeito cascata é inimaginável”.

Curiosidade: De acordo com o criador da expressão – Bob Littell – as mulheres são naturalmente netweavers pois são melhores ouvintes e tem mais disposição para ajudar os outros.

 

Mariana Bicalho

Graduada em Direito pela Faculdade Milton Campos e pós-graduada em Direito de Empresa pela PUC-Minas.

Empreendedora, community builder, idealizadora e administradora do Grupo Mommys no Facebook, que conta com mais de 6.500 integrantes, e do Portal Mommys onde administra conteúdo, loja online e revista digital. Dentro do Mommys promove o espírito solidário e altruísta para transformar, cada dia mais, os lares e corações das várias mães que lutam diariamente por um mundo melhor para seus filhos.

Foi selecionada para o 1° Facebook Community Leadership Program, um programa mundial que reune líderes de comunidades de todo o mundo. É embaixadora do #ElaFazHistória, projeto de empreendedorismo feminino do Facebook. E faz parte do grupo de Power Admins do Facebook.

Acredita que compartilhar experiências é a melhor forma de aprender e que a força das comunidades pode mudar o mundo.

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